– Faaala Viajantes! Hoje o dia amanheceu mais pesado, daqueles em que o corpo desperta antes da mente e a vontade de ficar em silêncio disputa espaço com as responsabilidades, mas ainda assim levantei, preparei meu café e sentei diante do computador, porque entendi que continuar criando é, neste momento, um ato de coragem. Mesmo sem sair de casa, percebo que o simples fato de manter uma rotina de trabalho me ajuda a organizar pensamentos e emoções, funcionando quase como um eixo de equilíbrio em meio à instabilidade que nos cerca.
Durante a manhã, revisei textos que estavam em espera e respondi mensagens de leitores que compartilham sentimentos parecidos com os meus, o que me fez perceber que não estou sozinha nessa travessia.
E embora às vezes falte energia, a troca com quem acompanha meu trabalho reforça o sentido de continuar escrevendo sobre turismo, arte e experiências, porque essas narrativas criam pontes invisíveis entre pessoas que, mesmo distantes, seguem conectadas pelo desejo de movimento e descoberta.
Entre uma aula online e outra, senti o cansaço emocional bater forte, mas foi justamente no contato com os alunos que encontrei um respiro. Enquanto falávamos sobre processos criativos e expressão artística, notei que o engajamento deles também é uma forma de resistência, porque criar em tempos difíceis exige entrega, mas também gera pertencimento. E nesse fluxo, percebo que ensinar e escrever se alimentam mutuamente, mantendo meu dia em movimento.
À tarde, tentei não me cobrar produtividade excessiva, porque compreendi que seguir em frente não significa produzir sem parar, mas respeitar o ritmo possível de cada dia. Assim, reorganizei tarefas, ajustei prazos e permiti que o processo criativo fluísse com mais gentileza, entendendo que consistência também é saber pausar quando necessário, sem abandonar o caminho construído até aqui.
💬 #RôProMundo – Encerrando o dia, sinto que continuar trabalhando, mesmo nos dias mais difíceis, é uma forma de reafirmar quem eu sou e o que escolhi construir, porque meu trabalho carrega histórias, afetos e propósitos que vão além do momento atual. E enquanto escrevo essas linhas, percebo que, mesmo sem malas prontas ou passagens compradas, sigo em movimento por dentro, sustentada pela coragem de continuar.
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