– Faaala Viajantes! Hoje sinto que algo está mudando silenciosamente na forma como observo o mundo. A pausa imposta pelo isolamento desacelera o ritmo externo, mas, em contrapartida, afina o olhar para detalhes que antes passavam despercebidos, onde narrar o mundo agora exige mais sensibilidade do que pressa, mais escuta do que movimento.
Ao longo do dia, percebo que escrever sobre turismo deixa de ser apenas relatar deslocamentos físicos e passa a ser um exercício de interpretação cultural e emocional. O turismo, mesmo suspenso, continua existindo como desejo, memória e imaginação, e isso me desafia a aprofundar o discurso, conectando viagem, identidade e pertencimento de forma mais honesta.
Durante a tarde, revisito textos antigos e noto como minha escrita começa a ganhar novas camadas, as palavras ficam menos descritivas e mais reflexivas, enquanto a experiência da pausa se infiltra naturalmente na narrativa, é como se o silêncio externo abrisse espaço para uma voz interna mais madura e consciente. Esse novo olhar também influencia minha produção como professora de artes, já que passo a estimular os alunos a criarem a partir do que sentem, e não apenas do que veem, a criação deixa de depender do excesso de estímulos e passa a brotar da observação do cotidiano, do corpo e da própria respiração.
💬#RôProMundo – Encerrando o dia, compreendo que esse renascimento do olhar não é temporário. Ele está redesenhando minha forma de contar histórias, de ensinar e de existir como viajante em pausa, mas nunca imóvel, entendendo que narrar o mundo também é aprender a respeitar seus silêncios.
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