– Faaala Viajantes! Hoje começo o dia sentindo com mais clareza como a arte tem o poder de criar pontes invisíveis entre pessoas que estão fisicamente distantes, mas emocionalmente próximas.
Enquanto preparo o material para as aulas online, percebo que cada encontro virtual carrega histórias, sotaques e realidades diferentes, e isso transforma minha sala digital em um espaço vivo de troca, escuta e conexão, mesmo em meio ao isolamento que atravessa o país inteiro.
Durante a manhã, conduzo uma aula com alunos de diferentes cidades do Brasil, e enquanto cada um compartilha seu processo criativo, percebo como a arte se torna linguagem comum, capaz de atravessar telas e silêncios. Alguns falam pouco, outros se expressam intensamente através das cores e formas, mas todos encontram ali um espaço de pertencimento, porque criar juntos, mesmo à distância, ameniza a sensação de solidão que insiste em aparecer nos dias de quarentena.
Entre uma aula e outra, recebo mensagens de alunos que relatam como esses encontros têm sido importantes para manter o equilíbrio emocional, e isso me atravessa profundamente. Percebo que meu trabalho, neste momento, vai além da técnica e da estética, pois envolve cuidado, presença e responsabilidade afetiva, já que a arte se apresenta como um canal legítimo para elaborar medos, ansiedades e incertezas coletivas.
À tarde, ao organizar o conteúdo do blog, conecto essas vivências às reflexões sobre turismo, cultura e experiências humanas, porque entendo que viajar também é sobre encontro e troca, ainda que agora aconteçam de outras formas e enquanto escrevo, sinto que essas pontes criadas pela arte ajudam a manter vivo o espírito do movimento, da curiosidade e da descoberta, elementos essenciais da minha atuação como viajante e comunicadora.
💬 #RôProMundo – Encerrando o dia, compreendo que criar pontes hoje é um ato de resistência sensível, porque, mesmo isolados, seguimos buscando conexão, expressão e sentido, enquanto fecho o computador, levo comigo a certeza de que a arte continua cumprindo seu papel mais profundo: aproximar pessoas, ampliar olhares e sustentar vínculos, mesmo quando o mundo pede distância.











