– Faaala Viajantes! Hoje escrevi três textos que talvez nunca publique, e um deles era uma carta que começava mais ou menos assim: “Querida eu do futuro”. Não sei exatamente por que precisei escrever dessa forma, mas senti que queria conversar comigo mesma, em outro tempo. Tentei imaginar como estarei daqui a um ano, se este blog ainda existirá, se estarei de volta às salas de aula, se o mundo já terá voltado a girar com confiança. Escrever virou um ritual de esperança, quase um desabafo silencioso que me conecta com o que ainda virá.
Essa carta se transformou em um espaço íntimo de reflexão, mas não foi o único texto que me tocou hoje. Também escrevi sobre a beleza do inútil, inspirado por um aluno que me enviou uma foto de um desenho feito com lápis de cor. Era simples, mas carregava uma delicadeza que me emocionou profundamente. A arte tem esse poder mágico: abrir frestas de sensibilidade quando tudo parece fechado, lembrando-nos da importância das pequenas coisas que nos conectam ao mundo e às pessoas.
O blog, por sua vez, continua cumprindo sua função de ponto de encontro, mesmo que invisível. Recebo mensagens de leitores que compartilham histórias de cancelamento, de medo, de espera, e tento responder com cuidado e atenção. Cada interação reforça que este espaço deixou de ser só meu, transformando-se em um lugar de acolhimento, onde experiências e sentimentos se cruzam, mesmo que à distância.
Março, especialmente, tem se mostrado um mês introspectivo e de observação. Entre os textos, as mensagens e os pequenos registros do dia a dia, percebo que estou revisitando minhas motivações, refletindo sobre o que realmente importa e como o blog se conecta com minha vida profissional e pessoal. Cada carta, cada desenho, cada comentário é um lembrete de que a jornada é feita de pequenas descobertas e encontros.
💬 #RôProMundo – Estou percebendo que este mês será, talvez, o mais introspectivo da minha vida profissional, mas também um dos mais importantes. Porque é justamente quando tudo desacelera que conseguimos descobrir por que começamos, qual é o sentido do que fazemos e como podemos transformar nossa própria experiência em algo que faça sentido para outros também.











